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“O Sistema Único de Saúde brasileiro, que é um modelo para o mundo, só se tornou possível por causa da democracia. Foi instituído pela Constituição Cidadã de 1988 e o SUS da forma como é hoje não existiria se não estivéssemos num regime democrático”. A declaração foi dada na tarde de terça-feira, dia 16, pelo reitor da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Alessandro Fernandes Santana. “Portanto, precisamos estar atentos e vigilantes pela democracia porque sem isso não há direitos cidadãos e não haveria o SUS. Então, a democracia tem tudo a ver com o pilar garantidor do SUS”, acrescentou o magnífico reitor. Convidado, o reitor fez a palestra magna de abertura da 12ª Conferência Municipal de Saúde no auditório do Centro Universitário UNEX, no centro de Itabuna.
“Além disso, temos uma população que está envelhecendo e isso requer novos tipos de tratamento à saúde e assistência maior às pessoas que trabalharam a vida toda e chegam a uma fase que querem, necessitam e precisam desse apoio, bem como novas doenças e enfermidades não existiam no passado e requerem tratamentos pelo SUS. Por isso, é fundamental investimentos acompanhando essa realidade é sempre maiores”, acrescentou. O reitor lembrou que na pandemia do Covid-19, tendo milhares de pessoas mortas, o mundo pode testar vários sistemas de saúde e nessa hora foi que vimos o quanto o SUS é avançado, sendo modelo para diversos países, a começar pelos da Europa. Também recordou que no Brasil havia o sistema de saúde pelo INAMPS, criado em 1977, mas que atendia apenas trabalhadores com carteira assinada. “O modo atual é universal, enquanto o anterior era excludente”, enfatizou.
A secretária municipal de Saúde, Lívia Mendes, disse que a 12ª Conferência Municipal de Saúde segue um dos princípios do SUS por destacar a participação e o controle social. “A gente está aqui para ouvir, dialogar e conhecer os anseios da população na busca de viabilizar políticas de saúde de maneira ascendente para que a União e o Estado possam entender onde estão os gargalos do serviço e da população. Quem mais ouve queixas é o município”, comentou. A titular da Secretaria Municipal de Saúde ressaltou que neste encontro de gestores, profissionais da saúde, usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), representantes de entidades e a comunidade espera se consiga discutir propostas que fortaleçam as políticas públicas. Também recordou que nestes cinco anos e meio da gestão do prefeito Augusto Castro (PSD) tem-se enormes avanços na saúde, novos equipamentos, melhorando os atendimentos e ampliando a capacidade de atendimento aos usuários do SUS.
Já a presidente do Conselho Municipal de Saúde, Liamara Bricídio, afirmou que espera que a excelente participação popular na 12ª Conferência Municipal traga propostas nos dois dias que sejam saídas para as políticas públicas de saúde em nível local, estadual e nacional. “Tomara que as propostas nos ajudem a solucionar problemas do cotidiano”, acrescentou, informando que nesta quarta-feira, dia 17, serão realizados Grupos Temáticos com a Plenária no final da tarde.
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