
O Ministério Público da Bahia (MPBA) acionou o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) para pedir a redução dos cachês de artistas contratados para o Itapedro 2026, em Itabuna. A representação, assinada pela promotora de Justiça Rafaella Silva Carvalho, solicita a suspensão de pagamentos considerados acima dos valores médios praticados nos festejos juninos de 2025, corrigidos pelo IPCA, até que seja comprovada a compatibilidade dos preços.
O MPBA também requer que a Prefeitura de Itabuna e a Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC) publiquem todos os contratos do evento no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), com detalhamento dos custos e apresentação dos processos de inexigibilidade de licitação.
Segundo o órgão, o investimento previsto apenas com atrações artísticas chega a R$ 12,8 milhões. Desse total, 82% são provenientes do Ministério do Turismo, 16% de recursos municipais e 2% de patrocínio privado.
O levantamento realizado pelo Ministério Público apontou cachês superiores aos parâmetros de referência em diversos casos. Entre eles estão João Gomes (46,2%), Natanzinho Lima (35,78%), Dorgival Dantas (29,87%), Pablo (27,93%), Thiago Aquino (26,8%) e Gusttavo Lima (16,85%).
A promotora destacou ainda que, faltando menos de 30 dias para o evento, apenas o contrato do cantor Gusttavo Lima havia sido publicado no PNCP, o que, segundo o MPBA, dificulta a fiscalização e o controle social dos gastos públicos.
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