
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está perdendo a capacidade de vencer a disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem pouco em experiência administrativa a oferecer ao eleitor brasileiro e ainda não deu explicações convincentes sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro.
As afirmações foram feitas pelo pré-candidato a presidente, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD-GO), em entrevista concedida nesta terça-feira (16) ao site Poder360. Na conversa com o site, Caiado disse que Flávio Bolsonaro teria no momento um teto eleitoral insuficiente para derrotar o presidente Lula em uma eventual disputa de segundo turno.
Segundo afirmou Caiado, as pesquisas mais recentes mostram que Flávio Bolsonaro perdeu capacidade de crescimento eleitoral depois da divulgação de áudios em que pede recursos ao dono do Banco Master para financiar o filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Além disso, de acordo com o ex-governador, o senador se prejudicou com a proposta de tarifaço de 25% dos norte-americanos sobre produtos brasileiros.
“Com os últimos acontecimentos, Flávio está perdendo essa capacidade de vencer o Lula no 2º turno. Isso é uma análise das pesquisas. Mostram que ele pode até chegar ao 2º turno, mas terá condições de virar? O que as pesquisas mostram é que essa distância aumenta”, afirmou.
Ronaldo Caiado explicou na entrevista que a comparação da sua experiência como governador durante os últimos sete anos com a trajetória dos demais candidatos da direita pode levá-lo a ganhar espaço nas pesquisas ao longo da campanha.
“O Flávio tem um recall muito forte por levar o nome do pai, que foi a maior liderança da centro-direita em capacidade de mobilização. Mas o eleitor vai começar a assistir aos debates e comparar experiência, resultados e trajetória. É isso que vai definir a eleição”, coloca Caiado.
Perguntado sobre as explicações dadas por Flávio Bolsonaro sobre os contatos com Daniel Vorcaro, Caiado disse que as justificativas dadas por ele não convenceram o eleitor. “Se tivesse sido suficiente, ele teria mantido a posição que tinha. O resultado está aí. Ele teve queda nas pesquisas”, esclareceu o pré-candidato.
Questionado ainda pelo Poder360 sobre quais ações implementaria para melhorar a condição fiscal brasileira, Caiado afirmou que, se for eleito presidente, adotará uma redução imediata de 25% nos orçamentos do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. Esta, segundo ele, seria uma das suas primeiras medidas para enfrentar o desequilíbrio fiscal do país.
De acordo com Caiado, o ajuste fiscal deveria começar pela estrutura do próprio Estado para garantir credibilidade antes da adoção de outras medidas econômicas.
“O primeiro passo é dar exemplo. Como eu fiz em Goiás: cortar na carne. Cortar no Executivo, no Legislativo, no Judiciário, nos tribunais, em todos. Um corte imediato de 25% para poder ter credibilidade e avançar em outras correções”, declarou o ex-governador.
“Um governo não pode exigir sacrifícios da população sem antes reduzir seus próprios gastos”, completou Caiado.
Segundo ele, a atual carga tributária brasileira não comportaria novos aumentos de impostos. “O brasileiro já está com uma carga tributária de 34,2%. Não existe mais espaço para aumentar impostos”, disse o pré-candidato a presidente pelo PSD.
Fonte: Bahia Noticias
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