sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Salvador perde quase 5 mil moradores em um ano, diz IBGE

 

Entre 2024 e 2025, a capital perdeu 4.724 habitantes, a maior queda absoluta entre todas as capitais brasileiras, e sua Região Metropolitana viu 317 pessoas partirem. Apenas algumas cidades do interior conseguiram crescer acima de 1%. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram divulgados nesta quinta-feira (28),

De terceira capital mais populosa do país há alguns anos, Salvador caiu progressivamente até ocupar hoje a quinta posição, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Fortaleza. Segundo o Censo, a capital registra o maior recuo absoluto do país, com uma estimativa de 2.564.204 habitantes em 2025, mantendo a tendência de queda observada desde os Censos Demográficos de 2010 e 2022. Embora a redução divulgada pelo IBGE pareça pequena, ela revela um movimento consistente: especialistas apontam que a perda de protagonismo populacional reflete mudanças econômicas, sociais e urbanas, incluindo a busca por cidades com melhores oportunidades de emprego, custo de vida mais baixo e infraestrutura urbana mais eficiente.

De acordo com o IBGE, as Estimativas de População 2025 para os 417 municípios do estado mostram que a Bahia registrou crescimento populacional tímido de apenas 0,1%, chegando a cerca de 14,9 milhões de habitantes, a quinta menor taxa entre os estados brasileiros. Quase metade das cidades do estado (44,1% ou 184 municípios) apresentou queda populacional de 2024 para 2025, enquanto pouco mais da metade (281 municípios ou 55,4%) manteve estabilidade ou cresceu modestamente, até 0,9%. Apenas Luís Eduardo Magalhães (+1,5%) e Nordestina (+1,1%) superaram a marca de 1% de crescimento, enquanto cidades pequenas como Ubatã (-1,6%), Gongogi (-1,6%) e Caatiba (-1,5%) registraram quedas expressivas.

No panorama nacional, a Bahia apresentou a 5ª maior proporção de municípios com queda populacional, atrás de Alagoas, Rondônia, Rio Grande do Sul e Tocantins. O Brasil, no total, teve 37,3% dos municípios com redução populacional, 54% permaneceram estáveis ou com crescimento menor que 1%, e 8,6% tiveram aumento acima de 1%. Entre as regiões metropolitanas com mais de 1 milhão de habitantes, a RMS foi a única a registrar variação negativa, em contraste com o crescimento observado em Florianópolis (+2,2%) e no Entorno do Distrito Federal (+1,6%).

Tribuna da Bahia

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