
O principal suspeito do crime, Rolemberg Santos de Pina, de 32 anos, teria cometido os homicídios após não aceitar a rejeição da jovem. Ele foi encontrado morto após o crime.
Em nota oficial, o Ilê Aiyê destacou que Karielle não era apenas uma ex-candidata ao concurso Deusa do Ébano, mas também um símbolo de representatividade. “Ela era símbolo de beleza negra, potência, futuro e representatividade, cuja trajetória foi interrompida de forma irreparável”, diz o comunicado.
A instituição também reforçou seu posicionamento contra a violência de gênero, destacando o impacto do feminicídio na sociedade. “Reafirmamos nosso compromisso inegociável com a luta contra todas as formas de violência, em especial o feminicídio, que atinge de maneira desproporcional mulheres negras em todo o Brasil”, afirmou.
O bloco ainda alertou que o caso não deve ser tratado como isolado e cobrou ações mais efetivas. “É urgente que a sociedade, o poder público e todas as instituições assumam seu papel no enfrentamento dessa realidade, com políticas efetivas, proteção às mulheres e responsabilização rigorosa dos agressores”, completa a nota.
Karielle participou do concurso Deusa do Ébano em Salvador no ano passado e também atuava como capoeirista e trancista. Ela deixa outro filho. O caso segue sendo investigado pelas autoridades.
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