A Mota-Engil, multinacional portuguesa do setor de infraestrutura, está em fase avançada de negociações com o governo federal para assumir três ativos estratégicos na Bahia: o trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol 1), o Porto Sul, em Ilhéus, e uma mina de minério de ferro em Caetité. O pacote pode envolver investimentos estimados em aproximadamente R$ 15 bilhões.
O tema foi tratado diretamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em reunião realizada no Palácio do Planalto, no dia 26 de janeiro. Participaram do encontro o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o ministro dos Transportes, Renan Filho, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), e o vice-presidente do conselho de administração da Mota-Engil, Manuel António da Mota.
Após a reunião, a empresa formalizou a negociação junto ao Ministério dos Transportes. O processo está em estágio avançado, fase em que são analisadas as condições financeiras, jurídicas e operacionais dos projetos. A expectativa é que o acordo seja concluído nas próximas semanas.
Atualmente, os três ativos estão sob responsabilidade da Bamin, mineradora controlada pelo Eurasian Resources Group (ERG), do Cazaquistão. A empresa interrompeu as obras após enfrentar dificuldades financeiras, deixando os projetos sem previsão de retomada.
Em 2024 e 2025, a Vale avaliou a compra do conjunto de ativos, sob pressão do governo federal. As negociações não avançaram, pois a mineradora optou por concentrar investimentos em Carajás, no Pará.

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