sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Na reta final para as eleições, governo anuncia reajuste de 15,04% nos benefícios do Bolsa Família

 

A 17 dias do primeiro turno das eleições gerais de 2026, o governo federal anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de 15,04% nos valores do Bolsa Família. Com a mudança, o benefício mínimo pago às famílias passará dos atuais R$ 600 para R$ 691, enquanto o valor médio deverá subir de R$ 675 para R$ 777. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.

Os novos valores começarão a ser pagos na folha de outubro. Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, a atualização corresponde à recomposição da inflação acumulada, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), desde 2023.

O reajuste também alcançará os adicionais previstos pelo programa. O valor básico por integrante da família passará de R$ 142 para R$ 164. O adicional destinado às crianças pequenas subirá de R$ 150 para R$ 173, enquanto benefícios atualmente fixados em R$ 50 para outros grupos contemplados passarão para R$ 58.

De acordo com o Ministério do Planejamento, o impacto adicional será de aproximadamente R$ 5,8 bilhões em 2026. Para 2027, a estimativa é de cerca de R$ 22 bilhões. O governo afirma que a atualização será acomodada dentro das regras fiscais e do Orçamento.

O anúncio ocorreu no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de ministros. A proximidade com a votação coloca a medida no contexto da reta final da campanha eleitoral, embora, por si só, o momento do anúncio não estabeleça a motivação para o reajuste. Segundo o governo, a correção busca recompor o poder de compra do benefício diante da inflação acumulada.

O Bolsa Família atende famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único que se enquadram nos critérios estabelecidos pelo programa. O valor recebido varia conforme a composição de cada família e os adicionais aos quais tenha direito.

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