
A Polícia Federal intimou o senador Jaques Wagner (PT-BA) para prestar depoimento no início de agosto no inquérito que investiga suspeitas de recebimento de vantagens indevidas relacionadas ao Banco Master. O parlamentar nega qualquer irregularidade e afirma que não cometeu ilícitos.
A investigação integra a Operação Compliance Zero, que apura possíveis crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Entre os fatos investigados está a negociação de um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões, localizado em uma área nobre de Salvador.
Segundo a Polícia Federal, também são analisados pagamentos destinados a uma empresa ligada à nora do senador e a compra de ingressos para um show no exterior, que teriam sido utilizados como possíveis formas de vantagem indevida. Os investigadores apuram se o parlamentar teria atuado em favor de interesses ligados ao empresário Daniel Vorcaro, hipótese rejeitada por Jaques Wagner.
Em decisão que autorizou mandados de busca e apreensão cumpridos em 18 de junho, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso, destacou que a investigação reuniu indícios sobre o possível recebimento de vantagens econômicas por parte do senador, direta ou indiretamente, por meio de familiares, pessoas de confiança e empresas ligadas ao grupo investigado.
Em entrevista à BandNews, Jaques Wagner explicou que pretendia adquirir o imóvel para presentear a filha e que havia firmado um acordo de recompra com o vendedor por não dispor do valor integral no momento da negociação. O senador classificou a operação como uma “patacoada” e reafirmou que jamais recebeu qualquer benefício financeiro em troca de sua atuação política.
Ex-governador da Bahia por dois mandatos e um dos principais aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Jaques Wagner deixou a liderança do governo no Senado após ser incluído no inquérito. Atualmente, ele é pré-candidato à reeleição para o Senado e deverá prestar esclarecimentos à Polícia Federal nas próximas semanas. (Informações: CORREIO)
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