
Nos bastidores do governo baiano, uma preocupação começa a crescer com mais força do que o discurso oficial gostaria de admitir.
Prefeitos de vários municípios seguem na expectativa pelas obras prometidas pelo governo do estado — e, em muitos casos, contam com essas entregas como sinal concreto para destravar de vez o apoio à campanha de reeleição de Jerônimo Rodrigues (PT).
O problema é que surgiu um freio novo no caminho.
Segundo apuração do site com uma fonte do Centro Administrativo da Bahia (CAB), uma mudança nas regras da Conder pode comprometer o timing político do Palácio de Ondina.
“Com as novas regras da Conder, depois de assinado o convênio, a primeira parcela, diferente da época de Rui Costa, só cai na prefeitura após a licitação realizada. Ou seja: pelo menos 90 dias depois da assinatura”, relatou a fonte.
Na prática, a alteração mexe num ponto sensível da engrenagem política: prefeito gosta de promessa, mas se move mesmo é com obra andando, máquina na rua e recurso pingando na conta.
Sem isso, o apoio fica em modo de espera.
No governo, a avaliação é que será preciso habilidade para administrar a ansiedade dos aliados no interior e evitar que a demora burocrática contamine o ambiente político. Porque, em ano de articulação eleitoral, prazo técnico demais costuma virar ruído político de menos paciência.
No fim, a questão que se impõe é simples: resta saber como o governo Jerônimo vai contornar a nova regra para não deixar prefeitos aliados esperando mais do que a política permite.
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