
Os Correios anunciaram a ampliação da meta do Programa de Demissão Voluntária (PDV) para 15 mil funcionários, como parte do plano de reestruturação da estatal. A previsão é que 10 mil empregados sejam desligados em 2026 e outros cinco mil em 2027, o que pode gerar uma economia estimada em R$ 1,4 bilhão.
A medida integra o documento intitulado “Correios em Reestruturação”, elaborado para informar os trabalhadores sobre as ações previstas para enfrentar a grave crise financeira da empresa. O plano deverá ser executado entre 2025 e 2027, com foco na redução de custos, reorganização administrativa e recuperação do equilíbrio econômico da companhia.
Além do PDV, o projeto prevê mudanças no plano de saúde dos funcionários até junho de 2026, bem como ações voltadas ao aprimoramento da gestão do Postalis, fundo de pensão dos empregados dos Correios, com prazo estimado até março de 2026.
Outra iniciativa anunciada é a realização de uma revisão técnica em cerca de mil unidades deficitárias da estatal em todo o país. Segundo o documento, a análise vai considerar fatores como baixo volume de atendimentos, custos operacionais elevados e a viabilidade de substituição por canais alternativos, a exemplo do Correios AQUI, que operam em parceria com estabelecimentos comerciais.
No campo financeiro, os Correios informaram que seguem negociando alternativas para captar recursos. Na última quarta-feira (3), o Tesouro Nacional rejeitou uma operação de empréstimo por considerar excessivos os juros propostos por um consórcio de bancos. Diante disso, o governo federal estuda uma “solução-ponte” para garantir a execução do plano de reestruturação sem submeter a empresa a condições financeiras desfavoráveis.
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