
O acompanhamento mensal do custo da cesta básica realizado pelo ACCB da Universidade Estadual de Santa Cruz revela um cenário contrastante entre Itabuna e Ilhéus no mês de novembro. Enquanto Itabuna registrou leve alta nos preços, Ilhéus apresentou a maior queda do ano, trazendo alívio significativo ao orçamento das famílias.
Em Itabuna, a cesta básica passou a custar R$ 548,80, aumento de 0,27 por cento em relação a outubro, conforme dados do boletim. O resultado ficou acima da variação do IPCA 15 na Região Metropolitana de Salvador, que avançou 0,04 por cento, porém abaixo do índice nacional de 0,20 por cento. Cinco produtos registraram alta, com destaque para o tomate, que subiu 9,27 por cento, e o leite, que avançou 4,15 por cento. Óleo, arroz, banana, açúcar e carne tiveram redução de preço, enquanto feijão e café permaneceram estáveis.
O levantamento aponta que um trabalhador com salário mínimo precisa dedicar 85 horas e 59 minutos de jornada para adquirir os 12 itens essenciais, o que representa 39,08 por cento do salário líquido. As projeções indicam tendência de aumento no custo da cesta básica em Itabuna entre dezembro e fevereiro, com variações mais expressivas previstas para carne, óleo e café.
No sentido oposto, Ilhéus registrou queda histórica de 18,51 por cento no custo total da cesta básica. O valor passou de R$ 553,94 em outubro para R$ 451,39 em novembro. A redução massiva foi puxada principalmente pela carne, que caiu 44,97 por cento. Também tiveram baixas expressivas o café, o pão, o tomate, o arroz e a banana. Apenas o leite e o óleo registraram aumento.
A forte retração contrasta com a estabilidade da inflação oficial na RMS e com a leve alta do índice nacional. O trabalhador ilheense necessitou de 70 horas e 43 minutos de jornada mensal para comprar a cesta básica, comprometendo 32,15 por cento do salário mínimo líquido.
As previsões para Ilhéus apontam um movimento de subida no custo da cesta em dezembro e janeiro, com recuo em fevereiro. Carne, leite e óleo devem apresentar oscilações mais significativas no período, enquanto a maioria dos itens tende a estabilidade.
Os boletins completos foram elaborados pela equipe do ACCB ligada ao Departamento de Ciências Econômicas da UESC, que monitora mensalmente o comportamento dos preços dos alimentos de primeira necessidade nos dois municípios.
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