
A investigação sobre o triplo homicídio que chocou Ilhéus e todo o sul da Bahia ganhou mais um capítulo polêmico. Pela segunda vez, a Polícia Civil pediu a prorrogação do prazo para concluir o inquérito que apura a morte da estudante Mariana Bastos da Silva, 20 anos, e das professoras Alexsandra Oliveira Suzart, 45, e Maria Helena do Nascimento Bastos, 41. Agora, a polícia solicita mais 30 dias, alegando que perícias importantes ainda não ficaram prontas — mesmo após quase dois meses do crime.
As três mulheres foram brutalmente assassinadas a facadas na Praia dos Milionários, Zona Sul de Ilhéus, em um crime que deixou a cidade em estado de choque. Esta já é a segunda prorrogação do prazo: em setembro, a polícia havia pedido outros 60 dias, que foram concedidos pela Justiça. Agora, com novas pendências e nenhum desfecho claro, cresce a pressão por respostas.
Crime cruel, investigação lenta
As vítimas haviam saído para caminhar no final da tarde de 15 de agosto, no bairro São Francisco, a poucos quilômetros do local onde foram encontradas. Os corpos apareceram no dia seguinte, em um matagal próximo à Associação Atlética Banco do Brasil (AABB). A cena era devastadora: além das marcas de violência, um cachorrinho de uma das vítimas estava amarrado ao lado dos corpos — um detalhe que aumentou ainda mais a comoção pública.
Confissão sob suspeita
No decorrer das investigações, um homem em situação de rua, Thierry Lima da Silva, foi preso por outro crime e acabou confessando o triplo homicídio. Ele afirmou que teria atacado as mulheres durante uma tentativa de assalto. Mas a suposta confissão, que inicialmente parecia encaminhar a solução do caso, passou a ser vista com desconfiança.
Faltam provas técnicas sólidas que coloquem Thierry na cena do crime, e a Polícia Civil não descarta a participação de outras pessoas, o que reacende teorias e suspeitas que ecoam nas redes sociais e nas ruas de Ilhéus. Thierry permanece detido no Conjunto Penal de Itabuna, enquanto a população aguarda por respostas definitivas.
Mistério continua
Com mais um pedido de prorrogação e a ausência de laudos conclusivos, o caso segue envolto em dúvidas, indignação e cobrança. Famílias, amigos e moradores querem justiça — e temem que o triplo homicídio mais cruel dos últimos anos na região possa terminar em impunidade. A novela policial continua, e Ilhéus espera, ansiosa, pelo próximo capítulo. (Pimenta)
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