
Antes de seguir lendo este texto, é importante que a leitora – e o eventual leitor – tenha um dado em mente: em todo o estado da Bahia, mulheres representam pouco mais de 52% do eleitorado. Agora, guarde os nomes desses lugares: Maraú, no Sul da Bahia; Nova Redenção, no Centro-Sul, e Wanderley, no Extremo-Oeste. Juntas, essas três cidadezinhas não chegam a uma população de 45 mil habitantes. E, lá, homens não têm vez.
Pelo menos, não na disputa pelo cargo mais alto do Executivo municipal. Segundo um levantamento realizado pelo Correio da Bahia com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entre os 417 municípios da Bahia, somente esses três contam com apenas mulheres concorrendo à prefeitura. Em cada uma delas, são duas representantes femininas que deixam os marmanjos – e o patriarcado – no chinelo.
Mas, se esses três municípios representam a resistência feminina, eles também mostram que a briga nas trincheiras é injusta: são cerca de 0,7% do universo. Só para dar uma ideia, em outras 261 cidades, somente homens tentam ser prefeitos – é o caso do segundo e do terceiro maiores colégios eleitorais do estado, Feira de Santana e Vitória da Conquista, respectivamente.
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